O assunto do momento na internet é o início das operações do LHC (Large Hadron Colliser), um gigantesco acelerador de partículas. Financiado por laboratórios como o CERN (Centro Europeu de Pesquisas Nucleares), o projeto consumiu US$ 8 bilhões ao longo de 12 anos.

Localizado sob a fronteira entre a Suíça e a França, o LHC constitui-se, a grosso modo, de um túnel circular de 27 de extensão, que usará um total de 9300 magnetos supercondutores no seu interior, para acelerar feixes de partículas até 99,99% da velocidade da luz. Produzindo um feixe de prótons em cada direção, a idéia é colidi-los quando estiverem em máxima velocidade. O impacto é capaz de simular condições próximas às que existiram logo após o Big Bang, gerando um sem-número de partículas elementares.
O programa gerou controvérsias na Europa, alegando que não houve testes suficientes para garantir que o acelerador de partículas é seguro. O potencial criogênico do LHC é espantoso, uma vez que quando da ocorrência da colisão de dois protons, será gerada uma quantidade de calor de cerca de 100.000 vezes a temperatura do núcleo do sol. Daí vem o apelido de máquina do fim do mundo.

Um site se propôs a informar (?) se o LHC já destrui o mundo. Por enquanto a resposta ainda é não! Ainda bem!
Quem deseja saber a localização exata do LHC, o Google Maps responde.
Divergências à parte, o avanço tecnológico proporcionado pela máquina é de extrema valia para o campo da astronomia e física. Agora, se possível, deixem a Terra em paz.
* A sigla LHC significa Grande Colisor de Hádrons, em inglês. Os hádrons são o nome genérico das partículas que são compostas por quarks, os componentes básicos dos prótons e nêutrons.
UPDATE #1: O Google lançou um doodle sobre o LHC.
UPDATE #2: Ocorreu tudo bem!
Fonte: Ofir4nwes, Uncovering, Info
Tags: cern, fim do mundo, fisica, lhc